24/06/2009

To Neda, with love...


Segundo o YouTube, o filme a seguir pode ser considerado impróprio para alguns usuários. E é!

Desculpem. Ele mostra como uma adolescente chamada Neda morreu foi morta por fanáticos pró-governo iraniano, quando participava de protestos contra a fraude da reeleição de Ahmadinejad. Ele dura exatos quarenta segundos, o suficiente para mostrar a estupidez de um regime que tenta se manter no poder a qualquer custo.

No início, percebe-se que a menina ainda está viva, em estado de choque. Em vão, tentam socorrê-la, mas ela vomita muito sangue e, com os olhos arregalados, desfalece. Ainda que tenha sido transportada para um hospital, dificilmente o foi com vida. O fato é que, em questão de segundos, o percurso de uma vida foi estupidamente interrompido porque um louco basiji armado apertou um gatilho. Em nome de... o quê mesmo?

Aaaah, Ahmadinejad... vai tomar no cú!!!

09/06/2009

Reações a situações embaraçosas?


O sujeito entrou no restaurante do hotel e se dirigiu para o balcão de drinks. Uma vez instalado e bebendo seu scotch preferido, olhou em volta e percebeu que na outra ponta do balcão uma moça muito bonita aparentava estar sozinha.

Após algum tempo, ele se sentiu encorajado a tentar uma abordagem. Sentando-se ao lado da moça, gentilmente perguntou "posso lhe pagar um drink?" Ela olhou para ele e respondeu em voz bem alta "Um motel? Não!" Sem graça, ele murmurou "Mas eu só estava lhe oferecendo um drink..." A essa altura, todos no restaurante olhavam para os dois. Ela tornou a gritar "Por que eu deveria ir a um motel com você?"

Sem graça, ele voltou para o seu cantinho do outro lado do balcão pensando "Caramba, que mico!" Cerca de vinte minutos depois, a moça bonita veio sentar-se a seu lado para tentar se explicar "Sinto muito, senhor. Sou universitária e estou fazendo um trabalho de pesquisa sobre reações a situações embaraçosas. Espero que compreenda e me desculpe." Olhos nos olhos ele respondeu, em voz muito alta, "Duzentos dólares?"

Hehe... curiosamente, a piada acima eu encontrei neste site americano de piadas.

27/05/2009

Photoshopando errado


Capa da revista Veja, Edição 2114 de 27 de maio de 2009
Um amigo no trabalho chamou minha atenção para essa mancada da revista Veja. Se a modelo da foto tem realmente o corpo do jeito que está, tadinha, deve ser aleijada... Como nunca gostei dessa revista, comentei que a capa mal-feita daquele jeito estava coerente com a linha editorial da publicação – quer dizer, os leitores que se danem!

Mas para quem quer se divertir, uma boa dica é visitar o Photoshop Disasters ou curtir as dicas do meu post Photoshop pra quê?, de dezembro de 2008.

25/04/2009

Melhore a aparência das fontes no seu ruindous


Se você é usuário de ruindous-xp, aqui vai a dica de um recurso que é oferecido pelo próprio. Na área de trabalho, clique com o botão direito do mouse e, no menu, escolha 'Propriedades' – isso abre a ruindou 'Propriedades de Vídeo'. Nessa ruindou, clique na aba 'Aparência' e, em seguida, no botão 'Efeitos...' – isso abre outra ruindou chamada 'Efeitos'.

Até aqui, tudo oquei? Então, vamos aos passsos finais. Na segunda caixa de seleção, escolha a opção 'ClearType'. Após clicar em 'OK', a ruindou 'Efeitos' se fecha. Na ruindou 'Efeitos', clique novamente em 'OK' e pronto. Missão cumprida, o resultado é o que mostram as duas figuras que se seguem. A de cima ilustra como estavam as fontes no modo 'Padrão', enquanto a de baixo mostra como as fontes ficaram, no modo 'ClearType'.


11/04/2009

Uma segunda-feira para não esquecer



Descendo do Sumaré, rumo ao Alto da Boa Vista.

Março de 2009. Recém-chegado ao escritório, liguei meu iMac mas ele nem se mexeu. Resultado: uma segunda-feira para ninguém botar defeito. Fomos então, eu e o Claudio, direto à Apple Store na Barra. O percurso, pelo Alto da Boa Vista é daqueles de fazer paulistano se contorcer de inveja. A cidade do Rio é das poucas no mundo que podem se dar ao desfrute de conviver com praias oceânicas paradisíacas adornadas por florestas e montanhas. No Alto, em pleno verão, a temperatura cai ao padrão de um agradável outono europeu.

Na lojinha da Apple, diagnosticaram defeito na fonte – de fato, desde que nos mudamos esqueci da conveniente prudência de usar um no-break. O Mac teria de ficar por lá até o dia seguinte para troca da fonte. Curiosamente não puderam emitir nenhum comprovante, pois o sistema estava fora do ar. Eis a questão: ao que parece, não só a nossa antena no Sumaré, mas outros provedores e operadoras estavam sofrendo algum tipo de pane naquele dia.

A caminho de volta para o escritório, já no Alto, o Claudio sugeriu que fossemos ver a nossa antena, já que estávamos bem perto do Parque Nacional da Tijuca, no Sumaré. Concordei, claro – não teria mesmo o que fazer durante o dia. O Macarra já estava se dirigindo para o local, para reconectar nossa rede. Comentei que provavelmente o fato de todo mundo estar fora do ar se devesse ao mesmo problema e, realmente, quando chegamos lá, um barulho ensurdecedor de inúmeros geradores de energia funcionando simultaneamente impedia qualquer possibilidade de diálogo.

Confesso que fiquei impressionado com o que vi. Estávamos dentro de uma cidade surreal de torres e antenas, dentro de uma floresta e bem no alto de uma montanha. Seria um lugar ermo, habitado por pouca gente, não fosse o fato de naquele momento haver uma frota de carros estacionados da Light e de tudo que era empresa de telecomunicações – rádios, TVs, operadoras de telefonia fixa e móvel. Saímos do carro e caminhamos por uma trilha até a "nossa" torre que, na verdade, era compartilhada por nós e outros inquilinos. Enquanto o Claudio e o Macarra trabalhavam no equipamento, aproveitei para conhecer melhor o lugar. Saí fotografando o cenário com meu celular, uma tomada de baixo para cima da torre onde estávamos. Algumas fotos das torres vizinhas e da vista fantástica – de lá podiam ser vistos o Maracanã, a ponte Rio-Niterói e boa parte da Tijuca. Por toda a parte, placas alertavam que estávamos em uma APA – Área de Proteção Ambiental.

Uma apertada escada de ferro subia contornando a torre, oferecendo a frágil proteção de dois corrimões. Subi por ela até me perder no branco gelado da nuvem que a envolvia. Mal enxergava meus próprios pés quando decidi retornar lentamente ao solo, já que aquilo não estava tendo a menor graça. Desci praticamente no tato, um pé de cada vez experimentando onde iria pisar, até o momento em que pude respirar aliviado, quando finalmente voltei a enxergar os degraus. Não chegou a ser propriamente uma aventura, mas foi uma experiência bem diferente do confortável dia-a-dia na sala refrigerada do escritório.

Mais fotos do passeio podem ser vistas no Picasa.

21/03/2009

A casa da Vovó Wally, por Marina



Clique aqui ou na foto acima para acessar o álbum de fotos Casa da Vovó. Uma vez lá, clique sobre a primeira foto para folhear o álbum. As fotos foram colhidas acho que no início do ano passado pela minha filha Marina. Pena que sejam de baixa resolução, mas fiquei surpreso com o talento dela como fotógrafa. Mais um motivo de orgulho para um pai nem um pouco coruja...

A nossa Casa da Vovó fica antes de Mury, localidade por onde se passa quase chegando em Nova Friburgo, na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. É um lugar muito tranquilo e cercado pela Mata Atlântica, ainda bem preservada. Guardo muitas lembranças dos tempos de infância e adolescência, de invernos verde-cinzentos ao abrigo de lareiras acesas, do aconchego de bons queijos e vinhos e dos muitos churrascos regados a cerveja. Histórias de passeios a pé ou de bicicleta, noitadas em restaurantes de cozinha alemã com direito a tábuas de frios e copinhos de Steinhaeger gelado. Mais tarde vieram as férias de verão dos meus filhos e foram muito Natais seguidos de Anos Novos e carnavais. Tudo com direito a longos dias de calor que muitas vezes terminavam sob forte chuva acompanhada de raios e trovoadas.

Ainda hoje e desde sempre predominam por lá sapos, corujas, colibris, tico-ticos, sabiás e bem-te-vis. O interior das casas é revestido por muita madeira e, mesmo durante o verão, à noite não se dorme sem a proteção de um edredon bem macio. Na primavera e no verão, invariavelmente no meio da tarde aparece a chuva regando os jardins e a mata, levantando um cheiro gostoso de dar preguiça. Já as tardes de outono e inverno são sonolenta-e-lentamente invadidas por forte nevoeiro, com a temperatura baixando o suficiente para começarmos a nos agasalhar. Então, brincamos de soprar vapor e desenhar com os dedos nos vidros das janelas...

19/03/2009

Uma rua chamada...



Hoje pela manhã peguei o 606 na Leopoldina, rumo ao trabalho. No caminho, deparei-me com uma placa alertando que uma determinada rua estava parcialmente interditada por causa de obras. O nome do logradouro: Rua Elpídio Boamorte...

E daí? Daí que não se trata de um nome comum. O Elpídio não assusta, mas o sobrenome chama atenção. Fosse algo como Elpídio Boavista, Boasorte, Boaventura... mas Boamorte? Imagina se esse nome fosse seu? E se você é do sexo feminino, Elpídia Boamorte lhe cai bem? Espanta mais ainda é que o sujeito deve ter sido alguém importante – não é qualquer um que vira nome de rua.

Investiguei no Google, claro. A maioria dos resultados reporta uma rua no Rio de Janeiro, mas ainda no início da lista, lá estava: "Nós, os Boamorte, nos orgulhamos de nosso sobrenome e da família que ele representa. Meus avós. Elpídio Boamorte Filho e Áurea Caminada Boamorte ...", com o link apontando para aqui.

Sim, lá está clara e objetivamente descrito:

"Prezada Senhora Eliana Maria Cavalcante.

Elpídio João da Boa Morte foi Diretor Geral do Tesouro Nacional, cargo equivalente ao atual Secretário da Receita Federal.

Encontramos ao longo de nossas pesquisas várias referências elogiosas ao desempenho dele, mas no momento não dispomos das anotações então feitas. Sabemos, porém, que ele foi Delegado Fiscal do Tesouro Nacional do Estado do Espírito Santo, nomeado em 21 de março de 1900. Outras pessoas com o mesmo sobrenome, e presumivelmente com ele aparentados, também ocuparam altos cargos no Ministério da Fazenda, como Elpídio Boamorte Filho, nomeado Inspetor da Alfândega de Vitória em 23 de março de 1951, e Cláudio Boamorte, Inspetor da Receita Federal no Aeroporto de Brasília de 1970 a 1972. Presumimos que o sobrenome "Boa Morte", tenha se originado por volta de 1760, quando durante a feroz perseguição do Marquês de Pombal aos Jesuítas, a Irmandade da Boa Morte, por eles (Jesuítas) fundada, foi extinta em todo o Brasil. Nessa ocasião, muitas famílias, inconformadas com a perseguição, adotaram nomes jesuíticos, como Loiola, Xavier, Inácio, Boa Morte e Sacramento.

Por enquanto, é só o que podemos informar sobre Elpídio João da Boa Morte, mas gostaríamos que a senhora reiterasse sua consulta dentro de algumas semanas, pois continuaremos atentos ao assunto e poderemos ter novas informações.

Atenciosamente.
José Eduardo Pimentel de Godoy - Assessor do Secretário da Receita Federal."

A própria Sra. Eliana Caminada, bisneta do patriarca, descreve: "Também através do Google é possível encontrar um fragmento da trajetória de Elpídio João da Boa Morte, patriarca de brasileiros probos, íntegros, administradores ligados ao Tesouro Nacional, que morreram, muitas vezes, sem deixar sequer um bem para a família."

Enfim, parece que minha bisbilhotice valeu a pena. Foi bom saber que nosso país já teve homens honestos ocupando cargos públicos...

09/03/2009

Meu Dizzler



Dependendo da sua banda, algumas faixas podem demorar a carregar.

Se ao clicar em algum item de lista aparecer alguma pop window pedindo login e senha, ignore e clique em Cancel. Tem uns chatos que entram na brincadeira só pra complicar.

22/02/2009

Carnagalho


Photo by myself
Lambança tem dono? Se tem, de quem é essa aí de cima?

Pois bem. Nesse domingo de carnaval, eu estava no Bar do Nani – que fica na Otávio Kelly com Domingues de Sá – bebendo uma Itaipava geladinha, quando de repente escutei um estrondo que mais parecia com o de um prédio caindo. Virei-me a tempo de ver um baita galho caindo dos céus... dos céus não, de uma árvore. Daquelas bem frondosas e com generosas sombras.
Photo by myself
O tal do galho caiu em cima de um carro, uma cabine dupla. Pronto, acabou a sensação de tédio e de falta de assunto de uma manhã beeem quente desse verão do ano cristão de 2009. Imagina se isso cai em cima de alguém? Esse troço deve pesar uns 200 quilos, cara! Bem que o pessoal reclama que a prefeitura não tem feito a poda das árvores.

O galho caiu do nada. Não tinha vento algum, o céu de brigadeiro era testemunha. Enfim, um bom pretexto pra mais uma geladinha...
Photo by myself
O tempo de consumir a geladinha foi suficiente para observar os bombeiros removendo o galho, serrando-o em vários pedaços até que a rua voltasse a ser liberada para o tráfego.

:: Carná sem trabaiá, iá-iá, iá-iá ::

08/02/2009

Mamãe, olha como eu sou esperto!


Foto: Leonardo Costa/D.A Press/Agência O Globo
É fácil perceber as consequências da cultura dos mais espertos predominante no nosso país. O difícil é compreender as origens dessa cultura. As consequências estão por aí, na famigerada "lei de Gerson", no "ilegal, e daí?", no "jeitinho brasileiro". Afinal, o que vem primeiro: o ovo ou a galinha? Somos assim porque somos pobres ou somos pobres porque somos assim? O fato é que essa cultura dos mais espertos é típica dos países pobres.

Essa nossa indisciplina reina absoluta desde que nos entendemos por gente. Aqui, ser honesto e correto é coisa de babaca, como se vê claramente retratado no personagem Lineu do seriado "A Grande Família". Ele é o deslocado, o inconveniente. Na verdade, a esperteza é inimiga da meritocracia, que determina a imoralidade da cópia. O mérito da autoria é dos que praticam o ato de criar, algo que demanda esforço, inimigo número um da malandragem.

Estamos habituados a nos queixar do tal copyright, invenção do imperialismo americano e, com certeza, uma das razões de eles serem a potência que são. Porque lá, tudo que se inventa é patenteado. Coisa de babaca. Aliás, deve ser por isso que eles são tão patriotas, outra babaquice. O único problema é que eles, os babacas, são ricos. E nós, do reino da malandragem, somos pobres.

Outro problema é que a malandragem nos faz desconfiar uns dos outros. Uma pesquisa realizada em vários países constatou que o grau de desconfiança varia de acordo com o grau de desenvolvimento. A pergunta era se você acha que a maioria das pessoas em seu país é confiável. Algo em torno de 65% dos noruegueses responderam que sim. Entre os suecos, 60% responderam afirmativamente. Triste sina: apenas três em cada cem de nós brasileiros consideram seus compatriotas confiáveis.

Isso tudo e mais um pouquinho explica porque somos tão conformados com a imoralidade que reina entre os políticos. Afinal, otários são os turistas branqueloides que teimam em nos visitar, se dizendo maravilhados com a nossa irreverência, o nosso gingado, as nossas favelas, o nosso flagelo.

02/02/2009

Cesare Battisti: culpado ou inocente?


Esse caso do refugiado Cesare Battisti acabou me incomodando um pouco. Tenho visto muita gente se manifestando contrária à decisão do ministro da justiça Tarso Genro, de atribuir ao suposto criminoso italiano status de refugiado político.

Não penso que se trate de um assunto a ser discutido entre esquerdistas e direitistas. Trata-se de um tema que envolve soberania, quer dizer, o necessário e mútuo reconhecimento de dois estados serem soberanos e, por isso mesmo, capazes de manter uma discussão como essa no contexto do direito internacional.

Por isso mesmo, antes de me deixar envolver pelos argumentos apelativos que, ao final, mais parecem reproduzir um ritual de linchamento do que propriamente um julgamento imparcial, preferi investigar. Afinal, quem são essas pessoas que se arvoram ao direito de manifestarem suas opiniões como se juristas fossem, embora na esmagadora maioria realmente não o sejam?

Procurei por fontes de fatos, não de opiniões. Busquei conhecer a história, sua cronologia, seus personagens. Encontrei o ótimo texto de Valerio Evangelisti, publicado em 16 de setembro de 2005 e postado em 20 de março de 2008 no CMI Brasil - Centro de Mídia Independente, que traz muita luz ao assunto. O autor desfila uma sequência de perguntas com respostas que, à medida que são lidas, expõem como a grande imprensa se mostrou parcial e irresponsável a respeito.

Tomo a liberdade de reproduzir algumas dessas perguntas/respostas, a título de contribuir para a justa, urgente e necessária disseminação de informação imparcial, que permita às pessoas refletirem melhor sobre suas posições e convicções:

"Por que Cesare Battisti foi preso em 1979?

Ele foi preso no âmbito das prisões que abateram o Coletivo Autônomo da Barona (um bairro de Milão), depois do assassinato, em 16 de fevereiro de 1979, do joalheiro Luigi Pietro Torregiani.

Por que o joalheiro Torregiani foi assassinado?

Porque em 22 de janeiro de 1979, com um conhecido também armado, ele matou Orazio Daidone: um dos assaltantes do restaurante Il Transatlantico, onde Torregiani jantava com outras pessoas. Um cliente, Vincenzo Consoli, morreu no tiroteio e um outro foi ferido. Quem matou Torregiani pretendia acertar aqueles que, na época, 'faziam justiça com as próprias mãos'.

Cesare Battisti participou do assalto ao Il Transatlantico?

Não. Ninguém nunca afirmou isso. Foi um caso de delinquência comum.

Cesare Battisti participou do assassinato de Torregiani?

Não. Isso também – apesar de ter sido afirmado inicialmente – foi totalmente excluído. Além disso, também foi impossível envolvê-lo na morte do açougueiro Lino Sabbadin, que aconteceu na província de Udine no mesmo dia 16 de fevereiro de 1979, quase na mesma hora.

Se deixou entender que Cesare Battisti feriu um dos filhos adotivos de Torregiani, Alberto, que ficou paraplégico?

Alberto Torregiani foi ferido por uma bala disparada pelo seu próprio pai durante o tiroteio.

Por que então Cesare Battisti foi relacionado com o homicídio de Torregiani?

Porque, como ele mesmo reconheceu, fez parte do grupo que reivindicou o atentado, os Proletários Armados pelo Comunismo. O mesmo grupo que reinvidicou o atentado contra Sabbadin."

E assim as perguntas vão sendo feitas e respondidas, ao longo desse artigo cuja leitura recomendo aos apressadinhos de plantão, particularmente aos profissionais do jornalismo, para se imbuírem de um mínimo de responsabilidade quando sabem que são, sim, formadores de opinião.

Para concluir, vale citar um certo deputado italiano, o fascista Ettore Pirovano, a propósito desse imbroglio: "Não me parece que o Brasil seja conhecido por seus juristas, mas sim por suas dançarinas". Ao que parece, os que defendem no Brasil a extradição de Battisti ganharam um aliado de peso (a direita na Europa tem mais a ver com nazistas e fascistas do que com republicanos).

28/01/2009

Kansas - Dust In The Wind



Realmente, hoje foi dia de ouvir música no YouTube e essa aí de cima é para encerrar.

Esses caras do Kansas eram feios. Mas fizeram essa coisa linda de música (uma das minhas favoritas) que muita garotada de hoje sequer conhece – um bom motivo para esse post.

Kate Bush - Rocket Man



Essa Kate Bush é muito louca. Aqui a versão dela para Rocket Man, do Elton John, com uma ligeira (mas gostosa) pitada de reggae.

Celtic Woman - Walking In The Air



Mais boa música. O grupo Celtic Woman interpreta esse tema – originalmente composto por Howard Blake para o filme "The Snowman", um desenho animado de 26 minutos que é a versão cinematográfica do livro infantil de mesmo nome, escrito pelo inglês Raymond Briggs. Tanto livro como filme não tem falas. A história em ambos é contada através de desenhos e tornou-se um ícone cultural inglês e internacional.

A letra:

Walking in the air, floating the sky...
Floating in the air...

We're walking in the air
We're floating in the moonlit sky
The people far below are sleeping as we fly

We're holding very tight
I'm riding in the midnight blue
I'm finding I can fly so high above with you

Far across the world
The villages go by like trees
The rivers and the hills
The forest and the streams

Children gaze open mouth
Taken by surprise
Nobody down below believes their eyes

We're surfing in the air
We're swimming in the frozen sky
We're drifting over icy
mountains floating by

Suddenly swooping low on an ocean deep
Arousing of a mighty monster from its sleep

We're walking in the air
We're dancing in the midnight sky
And everyone who sees us greets us as we fly

A música se popularizou pelo mundo ao ser interpretada pela banda finlandesa Nigthwish, de symphonic metal.

Aqui está um link para quem quer ver parte do filme (quase 10 minutos) no YouTube.

Andrea Bocelli & Hayley Westenra - Vivo Per Lei



Não tem como não se emocionar, nessa belíssima combinação de boa música com um casal patinando no gelo. Atenção no movimento a partir dos 2:50...