22 de dez. de 2008

Como agendar uma crise



Frequentemente me vejo indignado com o poder de manipulação da informação que volta e meia percebo em determinados textos, principalmente na mídia impressa (jornais), muito embora o mesmo ocorra também nas outras mídias jornalísticas (rádio e televisão). Curiosamente, dentre as diferentes formas de manipulação, a mais sutil e eficiente costuma ser a da omissão da notícia, quando sabemos de alguma forma que algo grave aconteceu e não vemos nenhuma manchete, sequer uma nota a respeito.

Outra manipulação grave – que em certos casos sequer pode ser embasada por algum interesse escuso, pois se aproxima dos limites do irracional e do absurdo, com enormes doses de irresponsabilidade – é a do exagero. Desta, posso dizer que sinto-me feliz em poder ilustrar e comprovar tal prática através do ótimo artigo que tive a sorte de ler no deScência do indeScente, blog mantido por Marcos Montenegro, (hoje ainda) um estudante de jornalismo. Recomendo sua leitura.

Confesso que me senti reconfortado por saber que há, sim, gente séria e responsável ingressando nessa fascinante carreira de comunicadores que é o jornalismo. Assim como tenho certeza de que os há da mesma lide entre os veteranos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Fico feliz pelo reconhecimento e pelas palavras. Recebo este post como estímulo para me aprofundar na questão. Fico estimulado também a estudar mais e contribuir, de alguma forma, na análise da mídia brasileira e, mais especificamente, do exercício do jornalismo nos mais diversos casos que merecem atenção e que, muitas vezes, passam de despercebidos. É fundamental, diante tanto alvoroço e pânico, parar em algum momento a fim de agir racionalmente, e não só emocionalmente.

Um abraço!