28 de jan. de 2009

Kansas - Dust In The Wind



Realmente, hoje foi dia de ouvir música no YouTube e essa aí de cima é para encerrar.

Esses caras do Kansas eram feios. Mas fizeram essa coisa linda de música (uma das minhas favoritas) que muita garotada de hoje sequer conhece – um bom motivo para esse post.

Kate Bush - Rocket Man



Essa Kate Bush é muito louca. Aqui a versão dela para Rocket Man, do Elton John, com uma ligeira (mas gostosa) pitada de reggae.

Celtic Woman - Walking In The Air



Mais boa música. O grupo Celtic Woman interpreta esse tema – originalmente composto por Howard Blake para o filme "The Snowman", um desenho animado de 26 minutos que é a versão cinematográfica do livro infantil de mesmo nome, escrito pelo inglês Raymond Briggs. Tanto livro como filme não tem falas. A história em ambos é contada através de desenhos e tornou-se um ícone cultural inglês e internacional.

A letra:

Walking in the air, floating the sky...
Floating in the air...

We're walking in the air
We're floating in the moonlit sky
The people far below are sleeping as we fly

We're holding very tight
I'm riding in the midnight blue
I'm finding I can fly so high above with you

Far across the world
The villages go by like trees
The rivers and the hills
The forest and the streams

Children gaze open mouth
Taken by surprise
Nobody down below believes their eyes

We're surfing in the air
We're swimming in the frozen sky
We're drifting over icy
mountains floating by

Suddenly swooping low on an ocean deep
Arousing of a mighty monster from its sleep

We're walking in the air
We're dancing in the midnight sky
And everyone who sees us greets us as we fly

A música se popularizou pelo mundo ao ser interpretada pela banda finlandesa Nigthwish, de symphonic metal.

Aqui está um link para quem quer ver parte do filme (quase 10 minutos) no YouTube.

Andrea Bocelli & Hayley Westenra - Vivo Per Lei



Não tem como não se emocionar, nessa belíssima combinação de boa música com um casal patinando no gelo. Atenção no movimento a partir dos 2:50...

27 de jan. de 2009

26 de jan. de 2009

William Waack chama repórter de merda



Estou pegando no pé da Globo, "a platinada". Mas o mico aconteceu mesmo e é muito engraçado...

Mau gosto é pouco


Olhem o profissionalismo do pessoal da Globo... Custei a acreditar, mas o link é isso mesmo:

MARCELO+SILVA+SE+FODEU+BONITO

Essa eu peguei no Raios Triplos! mas, por favor, não entenda como um plágio. A intenção é espalhar mesmo.

E viva o povo brasileiro!


Não tem como creditar essa foto. Ela está sendo usada por inúmeros blogs
Viva a diversidade racial, a social, o carnaval. Viva a beleza da mulher brasileira, a ginga da malandragem e a irreverência dos cariocas. Não é por nada não, mas aqui acabam os elogios. Vamos falar um pouco do mau caratismo e da falsa esperteza daquela que ficou conhecida como a Lei de Gerson, que determina a obrigatoriedade de se levar vantagem em tudo.

O Gerson foi um dos grandes jogadores de futebol brasileiros. Além de ser lembrado por seus gols e seu talento de um dos melhores meiocampistas que já tivemos, infelizmente o será também pelo anúncio de péssimo gosto veiculado na TV, dos cigarros Vila Rica. Se alguém se interessar, há um vídeo desse anúncio no YouTube.

Ao contrário de muitas outras leis que compõem o código civil, a Lei de Gerson é muito respeitada e posta em prática em nosso país – tanto quanto a Lei da Gravidade e as Leis do Murphy. Recentemente eu a vi sendo mal e porcamente empregada, num dia em que a cidade do Rio ficou com o trânsito completamente parado por causa da chuva torrencial que caiu durante o dia. Saí do trabalho, na Tijuca; agradeci a sorte de poder usar o Metrô para chegar até o Centro e, em seguida, caminhei um curto trecho até a Praça Quinze, para pegar uma barca e atravessar a Baía rumo a Niterói.

Quando cheguei na Praça Quinze, deparei-me com filas imensas de passageiros aguardando a vez de embarcar. Fui até as bilheterias, para adquirir um ingresso e, pois é, descobri que isso seria algo muito difícil de ser possível. Pessoas que já tinham comprado seus ingressos tentavam se dirigir direto em direção às roletas, furando as filas na maior cara de pau. O resultado disso era que as pessoas que tentavam comprar seus ingressos não podiam fazê-lo, pois não havia como se aproximar das bilheterias. Aquela gente esperta, com a sua técnica do empurra-empurra, impedia que outras pessoas alcançassem as bilheterias.

Levei muito tempo e tive de empurrar muita gente, mas acabei conseguindo e, afinal, andei até o final de uma das filas, conferindo se não tinha perdido nada no meio daquele povo – meu celular, meu relógio, dinheiro, estava tudo lá. Lamento dizer isso, mas sinto-me revoltado até hoje e confesso que me envergonhei de ser brasileiro. Há muito a ser feito para que esse país algum dia mereça ser chamado de civilizado.

Diferenças culturais


A burka é um costume tribal milenar adotado em algumas sociedades patriarcais muçulmanas. Eu li em algum lugar na internet, que os religiosos fundamentalistas justificam seu uso com o exemplo de um animal selvagem que, ao ver um pedaço de carne, pode comê-la. Podemos então concordar e considerar que esses religiosos seriam animais selvagens preocupados em esconder as carnes de suas mulheres?

A foto acima eu pequei emprestada em Meio Bit, onde sua autoria é creditada a Natalie Behring.

Outro costume dessas sociedades é a prática da poligamia, porém só permitida aos homens. As mulheres só podem ter um único marido, o qual devem dividir com outras mulheres. Por serem costumes com profundas raízes culturais, as mulheres os aceitam e a eles se submentem voluntariamente em grande maioria.

Mas não é o preconceito o motivo de eu ter escrito isso. Existem muitos outros costumes exóticos e toscos aos olhos da nossa civilização ocidental. São culturas diferentes que devemos respeitar, por mais que discordemos. A verdade é que civilizações inteiras foram exterminadas pelos cristãos europeus que insistiram em converter os indígenas nas Américas por eles invadidas, ao que chamaram "descobertas".

Essa questão de respeito às diferenças, entretanto, deve ser entendida necessariamente em ambos os sentidos: devemos respeitar e ser respeitados. Mais um motivo para considerar o terrorismo como atividade abominável e injustificável; e para condenar a todos os que o apóiam como cúmplices de crimes hediondos contra a humanidade.

O Irã e o fundamentalismo dos aiatolás



A imagem acima, peguei emprestada de O Triunfo dos Porcos.

Não acredito que o fundamentalismo religioso deva ser visto como uma praga, muito embora seja sempre intolerante e pretensamente dono da verdade absoluta. Mas enquanto restrito a religiosidade, pouco ou nada tem de realmente prejudicial contra os que não rezam pela mesma cartilha. O problema é quando ele se intromete em outras áreas – como as econômica, social, política – e acumula um poder excessivo, a ponto de impedir a existência da democracia. É o que ocorre no Irã dos aiatolás, onde o fanatismo se sobrepõe à fé religiosa, impondo dogmas e crendices completamente ultrapassados, obtusos e absurdos.

A pregação do ódio ao ocidente, em especial ao estado de Israel e aos Estados Unidos da América, nada tem de racional ou justificável que não seja pela simples imposição da hierarquia fundamentalista dos aiatolás. O novo presidente americano fez menção ao status de estado terrorista do Irã, ainda que tenha se decalarado favorável ao diálogo e à solução pela via da diplomacia. Mas é fato notório que o Irã seja a verdadeira ameaça à paz mundial e é assim que deve ser entendida a política do seu governo.

O que realmente mantém o equilíbrio na região é o fato de os iranianos serem um contraponto ao panarabismo. Não existisse Israel, o Irã seria o alvo prioritário, o principal inimigo dos árabes. Mas o mundo espera mais do que uma preferência de Obama por uma solução diplomática. Com fanáticos não há diálogo, não existe o que negociar. E não podemos esquecer que, de fato, os terroristas patrocinados pelo Irã sempre deixaram isso bem claro.

22 de jan. de 2009

This Is The Life, por Amy Macdonald


Já que o assunto aqui vem sendo música, aqui vai uma boa dica para quem quer ouvir suas músicas preferidas sem precisar instalar nada. É só acessar e escutar: Deezer - Music on demand, free music without download.

This Is The Life, por Amy Macdonald:


14 de jan. de 2009

Grieg - Amanhecer de Peer Gynt


Para relaxar. Morning Mood (em norueguês: Morgenstemning; em alemão: Morgenstimmung) é parte da belíssima Peer Gynt Suite, do compositor norueguês Edvard Grieg. Frequentemente usada em comerciais na televisão e em filmes, a peça "descreve" a alvorada, o nascer do sol.

Edvard Hagerup Grieg nasceu em 1843 em Berger, pequena cidade portuária ao sul da Noruega. Muitos o chamam até hoje de "Chopin do Norte". Para saber mais sobre este e outros nomes famosos da música clássica, vale a pena visitar e conhecer a página da Coleção Folha de Música Clássica, da Folha Online.

Gioachino Rossini - The William Tell Overture


William Tell Overture, by Gioachino Rossini. Berliner Philharmoniker. Claudio Abbado, conductor.

Part I



Part II


13 de jan. de 2009

Gaza: dá para entender?


Imagem colhida em www.israelnewsagency.com
A foto acima é proposital. Ela mostra o quanto o terrorismo e o fundamentalismo religioso que o inspira são bestiais.

Mas o que eu tento entender mesmo é: o que houve com o exército de Israel? Já não se pode mais dizer, como há poucos anos atrás, que é o melhor exército do mundo. Está errando demais, matando civis, crianças, funcionários da ONU e cometendo inclusive o tal "fogo amigo".

Não penso que tais erros sejam ações deliberadas, como o são as ações dos militantes do Hamas contra seus próprios conterrâneos. O Hamas impõe aos civis que sirvam de escudos humanos e executam os que se recusam, acusando-os de serem traidores da causa palestina.

Há quem sustente que não sejam erros mas, sim, pura barbárie dos israelenses. Lamento, mas isso não é mais do que a mesma retórica repetitiva de xenofobia anti-americana e anti-semita. A imagem lá de cima mostra claramente quem são os bárbaros. Curioso, não lembro de ter visto a mesma intensidade de revolta e de mensagens de protesto quando esses homens-bomba se explodem, ceifando vidas de civis inocentes.

A alternativa para a guerra seria a paz negociada, mas a verdade é: quem não quer conversa é o Hamas.

9 de jan. de 2009

O arquivo de fotos da Life no Google e uma humanidade que não aprende


LIFE photo archive hosted by Google
Nesses tempos de anti-semitismo e anti-americanismo exacerbado, vou dar uma de anti-xenófobo. Portanto, se você pertence à categoria dos que estão revoltados com a "reação desproporcional" do governo israelense contra o Hamas, não leia este post.

Essa dica eu aproveitei da Cora Rónai: o Life photoarchive hosted by Google é um banco imenso com milhões de imagens digitalizadas. São fotos classificadas por categorias, obtidas desde o ano de 1750 até os dias atuais. Show!

Ah, sim! Aos xenófobos de plantão: adotem cada um seu próprio terrorista (preferencialmente do Hamas), dêem-lhe proteção, carinho e aconchego. A humanidade realmente não aprende. Erra, erra de novo e de novo mais uma vez, mas não aprende!

Eu tenho uma visão pessoal bem clara do porquê dessa forma simplória e primitiva de odiar, odiar bastante e odiar mais ainda. Isso tem muito a ver com inveja, uma das forças motrizes do ódio. Os incapazes invejam aqueles que sabem fazer bem feito, destroem o que os competentes constroem, difamam aos que os ignoram. Bem que merecem mesmo, ser ignorados – os invejosos, não os terroristas; esses últimos não passam de um flagelo da atualidade, precisam ser exterminados da superfície terrestre. Ao menos isso, o governo israelense começou a fazer.

6 de jan. de 2009

E viva as saladas!


Imagem de propriedade de Leon Brooks, obtida em BurningWell.org
Poderia ser uma promessa de Ano Novo, mas não foi. Já vinha pensando nisso há algum tempo: uma mudança de hábito do tipo inimaginável. Estou falando do que foi o meu almoço de hoje – uma experiência tão inédita quanto surpreendentemente boa. Tanto que resolvi tratar isso como algo apropriado e digno de fazer parte do "conteúdo do bem" neste meu blog.

Para quem estava acostumado a se alimentar de bife com batatas fritas, arroz e feijão, muuuito sal e... salada nem pensar, certamente causa espanto o cardápio que preparei para mim mesmo neste 6 de janeiro do ano cristão de 2009. Um cardápio, esclareça-se de passagem, montado de improviso num restaurante a quilo localizado bem perto do meu local de trabalho.

Então vamos lá. Claro que a coisa não se deu tão de improviso assim, pois eu já vinha de alguns dias mastigando mentalmente algumas idéias que vinham me intrigando. O fato é que, naquele momento, ao me aproximar da gôndola de self-service com o enorme prato vazio nas mãos, já dispunha de um anteprojeto devidamente elaborado e prestes a ser testado.

Comecei pelas saladas, uma categoria que sempre foi religiosamente ignorada desprezada por mim. A variedade oferecida pela casa poderia me deixar confuso e indeciso, mas posso dizer que me saí bem: primeiro uma grande e farta colher de xuxú com cenoura e batata; em seguida, outra de quiabo com tomate picado, mais uma de vagem picada, uma de beterraba, tudo generosamente regado com azeite extra virgem – que, além de agregar um sabor delicioso e ser muito saudável, pouco ou quase nada acrescenta ao peso final do prato. Na seção de quentes, limitei-me a dois pedaços pequenos de peito de frango grelhado, levemente tostados.

Normalmente esses restaurantes a quilo disponibilizam potes com iguarias como ovinhos de codorna (servi-me de dois), azeitonas pretas ou verdes, cebolinhas em conserva, minitomates, alcaparras e champignons (esses eu também levei ao prato), entre outros. Por último, acrescentei mais azeite extra virgem sobre os filets de frango, as alcaparras e os champignons. Levei o prato à balança e pedi um suco de laranja. O valor total da comanda foi de exatos R$ 8,49 (oito reais e quarenta e nova centavos) para algo em torno de 350 mg.

Tem mais, esse anteprojeto era uma conspiração deliberadamente armada contra tudo a que eu estava habituado. Essa conspiração incluía em seu arsenal a degustação, algo como um jogo de apreciar aquela comida experimentando as possíveis combinações de sabores disponíveis no prato. Por exemplo, após uma garfada de peito de frango, levei imediatamente à boca um pouco de alcaparras com champignons – o que trouxe como resultado um quase murmúrio de prazer que consegui evitar manifestar-se.

Concluindo, trata-se de uma mudança que não representa o banimento das carnes vermelhas, feijoadas ou macarronadas. Pretendo cometer alguns suculentos atentados ao meu aparelho digestivo. Mas que fique claro: serão meras e eventuais excessões. A lição principal dessa experiência para mim foi descobrir que as saladas podem sim, ser saborosas, degustativas, nutritivas e... saudáveis!

5 de jan. de 2009

Faixa de Gaza: o que é desproporcional?


Foto: IMEMC News - International Middle East Media Center
Se existe algum responsável pelo que está acontecendo no Oriente Médio, esse alguém chama-se Hamas, uma organização terrorista que se declara existir para varrer do mapa o estado de Israel. Indiferente aos acordos e a quaisquer conversações que objetivem uma paz duradoura entre palestinos e israelenses, esse grupo lança mísseis que atingem invariavelmente alvos civis em Israel.

Tem-se dito na mídia que a reação de Israel às atividades do Hamas foi desproporcional. O mesmo foi dito oficialmente por governos e autoridades de vários países. Infelizmente, o Lula e o Itamaraty estão fazendo coro, fazendo com que essa posição seja oficial, em nome de todos nós brasileiros.

Discordo veementemente. Quer dizer que os terroristas merecem um tratamento proporcional ao que eles fazem? Significa que Israel deveria lançar mísseis invariavelmente contra alvos civis na Faixa de Gaza?

O mais absurdo é que, quando lançamos mão de um argumento como esse, de reação desproporcional, estamos admitindo que as atividades terroristas do Hamas devem ser reconhecidas como sendo legítimas? Será que estamos perdendo o senso do que seja civilização? Ainda que haja controvérsias sobre o que seja civilizado, definitivamente o terrorismo não o é.

Detesto guerras, odeio terroristas. Mas o fato é que em qualquer conflito armado, quem mais sofre é a população civil. Ocorre que, nesse caso em particular, os civis palestinos da Faixa de Gaza tem sua cota de responsabilidade pelo que está acontecendo: preferiram o Hamas ao Fatah para governá-los. Não é possível que eles não soubessem que seriam usados pelas milícias como escudos humanos e que, por isso mesmo, acabariam sendo bombardeados.

Não é possível que alguém acredite que Israel permaneceria sem reação (proporcional ou não), sujeitando sua população aos mísseis do Hamas. Os que falam em desproporcionalidade estão juntando suas vozes às de terroristas e às de estados como Irã e Síria, que abrigam terroristas em seus territórios.

Há muito a ser e que já foi negociado, muitas diferenças já foram vencidas ou superadas, graças ao apoio de outros governos. Em todas as negociações e acordos, jamais se viu um membro do Hamas assinar ou sequer participar de algum acordo de paz. Desproporcionais são esses terroristas, que estão se lixando para a paz. Ao contrário do Hamas, o Fatah goza de legitimidade, pois negocia e costura acordos em favor de soluções que levem à paz.

O Hamas tem algo a negociar? O que teria para levar a uma mesa de negociações? O fim de Israel? A reivindicação de que os israelenses o deixem sossegado e confortável para lançar seus mísseis, tornando a vida dos vizinhos indesejáveis um inferno? Isso sim, seria algo realmente desproporcional.