
A imagem acima, peguei emprestada de O Triunfo dos Porcos.
Não acredito que o fundamentalismo religioso deva ser visto como uma praga, muito embora seja sempre intolerante e pretensamente dono da verdade absoluta. Mas enquanto restrito a religiosidade, pouco ou nada tem de realmente prejudicial contra os que não rezam pela mesma cartilha. O problema é quando ele se intromete em outras áreas – como as econômica, social, política – e acumula um poder excessivo, a ponto de impedir a existência da democracia. É o que ocorre no Irã dos aiatolás, onde o fanatismo se sobrepõe à fé religiosa, impondo dogmas e crendices completamente ultrapassados, obtusos e absurdos.
A pregação do ódio ao ocidente, em especial ao estado de Israel e aos Estados Unidos da América, nada tem de racional ou justificável que não seja pela simples imposição da hierarquia fundamentalista dos aiatolás. O novo presidente americano fez menção ao status de estado terrorista do Irã, ainda que tenha se decalarado favorável ao diálogo e à solução pela via da diplomacia. Mas é fato notório que o Irã seja a verdadeira ameaça à paz mundial e é assim que deve ser entendida a política do seu governo.
O que realmente mantém o equilíbrio na região é o fato de os iranianos serem um contraponto ao panarabismo. Não existisse Israel, o Irã seria o alvo prioritário, o principal inimigo dos árabes. Mas o mundo espera mais do que uma preferência de Obama por uma solução diplomática. Com fanáticos não há diálogo, não existe o que negociar. E não podemos esquecer que, de fato, os terroristas patrocinados pelo Irã sempre deixaram isso bem claro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário