
Clique aqui ou na foto acima para acessar o álbum de fotos Casa da Vovó. Uma vez lá, clique sobre a primeira foto para folhear o álbum. As fotos foram colhidas acho que no início do ano passado pela minha filha Marina. Pena que sejam de baixa resolução, mas fiquei surpreso com o talento dela como fotógrafa. Mais um motivo de orgulho para um pai nem um pouco coruja...
A nossa Casa da Vovó fica antes de Mury, localidade por onde se passa quase chegando em Nova Friburgo, na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. É um lugar muito tranquilo e cercado pela Mata Atlântica, ainda bem preservada. Guardo muitas lembranças dos tempos de infância e adolescência, de invernos verde-cinzentos ao abrigo de lareiras acesas, do aconchego de bons queijos e vinhos e dos muitos churrascos regados a cerveja. Histórias de passeios a pé ou de bicicleta, noitadas em restaurantes de cozinha alemã com direito a tábuas de frios e copinhos de Steinhaeger gelado. Mais tarde vieram as férias de verão dos meus filhos e foram muito Natais seguidos de Anos Novos e carnavais. Tudo com direito a longos dias de calor que muitas vezes terminavam sob forte chuva acompanhada de raios e trovoadas.
Ainda hoje e desde sempre predominam por lá sapos, corujas, colibris, tico-ticos, sabiás e bem-te-vis. O interior das casas é revestido por muita madeira e, mesmo durante o verão, à noite não se dorme sem a proteção de um edredon bem macio. Na primavera e no verão, invariavelmente no meio da tarde aparece a chuva regando os jardins e a mata, levantando um cheiro gostoso de dar preguiça. Já as tardes de outono e inverno são sonolenta-e-lentamente invadidas por forte nevoeiro, com a temperatura baixando o suficiente para começarmos a nos agasalhar. Então, brincamos de soprar vapor e desenhar com os dedos nos vidros das janelas...
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